Não morreu da queda, mas sim atropelada por um carro (jipe?) que passou naquele momento. Ponha o braço no ar quem gostaria de estar na pele do condutor do jipe. Pois.
Todos nós, que conduzimos, estamos sujeitos a que nos aconteçam as coisas mais incríveis. Mas aparecer-nos de repente uma pessoa, literalmente caída do céu, e não termos tempo sequer de fazer nada, nem de pensar, e saírmos do carro e vermos que matámos uma pessoa...
E os pais? Perder uma filha desta idade, desta maneira, sem saber os motivos que podem tê-la levado a fazer isto...
Mas a resposta à minha pergunta é... não, uma desgraça não vem sozinha.
O condutor do veículo passou mal. Quando chegaram ao local, os bombeiros tiveram de lhe prestar assistência. Assistência médica. Estava mal. (Eu também estaria.)
Passada uma semana, contaram-me ontem, os pais da rapariga processaram o condutor, acusando-o de ser culpado da morte da filha. O senhor, que ainda não se tinha recomposto da monstruosidade do que lhe tinha acontecido, o que não é para menos, e não se trata de menorizar o sofrimento dos pais, passou mal. Não conseguiu lidar com a culpa que lhe imputavam.
Morreu.


