O que digo sempre aos meus alunos é que a prova, mais do que um teste de conhecimentos, é sobretudo um exercício de atenção. E foi o que se passou ontem. Não me parece que se possa dizer que a prova fosse difícil, pelo contrário, mas exigia uma atenção muito grande.
O problema é que há sempre um mas.
Nunca surgem textos dramáticos no segundo ciclo, estejam ou não no programa.
Continua a ser verdade que a prova era fácil (conheço apenas a opinião dos meus alunos, que ontem nem espreitei noticiários), mesmo no que diz respeito aos elementos relacionados com o texto dramático propriamente dito - desde que os alunos pusessem a cabeça a trabalhar e pensassem no que era pedido, o que, toda a gente sabe, nem sempre acontece.
A não ser, claro, que esteja em jogo alguma coisa muito importante para eles (passar de ano, por exemplo) e eles sabem que não está.
A minha opinião muito sincera?
Venham os exames nacionais. Exames. E não só a Português e Matemática. A todas as disciplinas. Só assim.
Woman reading
Alexander Deineka
terça-feira, 19 de maio de 2009
já não bebes mais
A Mónica sonhou comigo e no sonho dela eu dizia esta coisa fantástica:
"Todo o corpo tem uma alma. Alma que às vezes até o próprio corpo deconhece..."
(Sabem, a Mónica costuma parar os relógios. A sério!)
"Todo o corpo tem uma alma. Alma que às vezes até o próprio corpo deconhece..."
(Sabem, a Mónica costuma parar os relógios. A sério!)
segunda-feira, 18 de maio de 2009
professor sofre
Hoje é o dia da prova de aferição de Língua Portuguesa.
Há um frio na barriga. Claro.
Há um frio na barriga. Claro.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
já repararam?
Todos os meus colegas, professores das mais diversas disciplinas, se queixam do mesmo. Os alunos têm notas miseráveis não porque não saibam realizar as actividades propostas, mas porque não compreendem o enunciado, ou seja: não sabem Português. Concordo. Concordo mesmo a sério, porque vejo todos os dias, na minha sala de aula, que eles não percebem praticamente nada do que lêem. O problema do Português tem, necessariamente, de se reflectir em todas as outras disciplinas.
Então expliquem-me: por que é que a disciplina de Língua Portuguesa não tem maior carga horária? No segundo ciclo, no sexto ano, Matemática tem mais um tempo de quarenta e cinco minutos do que Língua Portuguesa. (Língua Portuguesa, esclareço, tem apenas dois blocos de noventa minutos semanais no quinto ano, sendo acrescida uma aula de quarenta e cinco minutos no sexto ano.) Mas os professores de Matemática queixam-se: os alunos não fazem os exercícios por uma única razão: não sabem ler o enunciado.
Podem, por favor, já agora, explicar-me também a lógica de insistirem naquelas coisas fantásticas do Estudo Acompanhado, da Formação Cívica, da Área de Projecto? Ainda não repararam no tempo que se perde (perde mesmo) com estas palhaçadas?
Então expliquem-me: por que é que a disciplina de Língua Portuguesa não tem maior carga horária? No segundo ciclo, no sexto ano, Matemática tem mais um tempo de quarenta e cinco minutos do que Língua Portuguesa. (Língua Portuguesa, esclareço, tem apenas dois blocos de noventa minutos semanais no quinto ano, sendo acrescida uma aula de quarenta e cinco minutos no sexto ano.) Mas os professores de Matemática queixam-se: os alunos não fazem os exercícios por uma única razão: não sabem ler o enunciado.
Podem, por favor, já agora, explicar-me também a lógica de insistirem naquelas coisas fantásticas do Estudo Acompanhado, da Formação Cívica, da Área de Projecto? Ainda não repararam no tempo que se perde (perde mesmo) com estas palhaçadas?
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