Woman reading

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Alexander Deineka

terça-feira, 14 de junho de 2011

são lindos...

A minha pequenata, que tem dois anos e meio, e o primo, que já fez três - filho da minha prima, madrinha dela, melhor dizendo - adoram-se.
Nem podia deixar de ser: têm idades muito próximas, são colegas de sala no Colégio. Ele protege-a, que é forte (é mesmo), ela venera-o. Só brinca com ele, quase não fala com mais nenhum colega. Ele porta-se bem (!), mas passa-lhe assim uma nuvem se alguém tenta chegar à beira dela.
No Sábado foi dia de festa para os dois. Encontraram-se em casa da minha mãe, à hora do almoço, e passaram a tarde juntos, jantaram juntos... Há uma fotografia linda dos dois sentados num baloiço. Ele quis levá-la a ver os seus amigos, i.e.: comer um gelado ao café onde ele habitualmente vai com os pais, e ela obedeceu-lhe em tudo: "Diz olá.", "Dá um beijinho." (Quem a conhece sabe como é difícil acreditar...)
Esta noite, como se não bastasse ter adormecido tardíssimo e eu ainda ter vindo trabalhar, apareceu-me às quatro e meia da manhã, o que é habitual nela. Choramingava...
"O que foi, querida?"
"Tou tiste."
"Estás triste? Porquê?"
"Quero o..."
"Tens saudades dele?"
"Xim."
"Então vamos dormir mais um bocadinho, para amanhã brincares com ele no Colégio, todo o dia, está bem?"
"Xim."
E assim foi.
À tarde, no regresso a casa, contou-me:
"Sabes? Eu tenho um irmão."
"Tens um irmão? Quem é?" (Como se eu não soubesse...)
"É o..."
E lá vinha, toda contente.


Nota: Não ponho os nomes das minhas filhas, nem os de outras crianças, em nenhum sítio na Internet. Nem aqui.

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