Woman reading
Alexander Deineka
segunda-feira, 25 de julho de 2011
e escrevo, escrevo, escrevo...
Gosto de trabalhar sob pressão. Sempre fui assim. O estudo rendeu-me sempre mais quando tinha pouco tempo. O trabalho rende-me sempre mais quando se aproxima o fim do prazo.
E hoje... aproximava-se o fim do prazo. Não podia continuar a adiar. Passei o dia a escrever, contrariada, o famoso relatório de auto-avaliação.
A sério: eu gosto de escrever, mas não estava mesmo nada virada para isto. Não me apetecia. Agora parece que está. Vou ler mais umas vezes a ver se as vírgulas estão todas no sítio... Mas acho que dou por encerrada a sessão.
Ufa!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
mais? ou menos?
Não sei se gosto.
De início, parecia mais simpático do que o Facebook. Partilhamos só com os círculos que queremos, o que é bom, porque às vezes preferíamos não dizer tudo a todos os amigos... Também gostei dos hangouts. Dizemos que estamos ligados e os amigos, se também estiverem, aparecem, para falarmos face to face. Cheguei a experimentar com uma americana, depois de uma luta de muito tempo com o microfone dela, que não funcionava, e foi divertido.
Mas...
Há coisas que não percebo.
Enviei convites para endereços Yahoo que apareceram nas caixas Gmail das pessoas a quem se destinavam. (Às vezes parece que é mesmo verdade que a Google controla TUDO a nosso respeito...)
Tenho pessoas bloqueadas sem que tenha feito nada para isso e não consigo desbloqueá-las. E algumas gostaria mesmo de adicionar.
Fui adicionada por pessoas que não faço a mínima ideia quem são. Bloqueei, ma non tropo. Quer dizer: as pessoas que eu bloqueei podem ver os meus posts se eles forem públicos. No Facebook não é assim: se eu bloqueio uma pessoa, eu não existo no Facebook, para ela, nem ela para mim. Por muito que procure. Nem que tenhamos amigos comuns, nem que comentemos os mesmos posts de amigos comuns. Não vemos nada um do outro.
E ainda por cima há fotos minhas no Google +. E eu juro que não pus lá nada. Só a bota, como fotografia de perfil. Tem montes de fotografias: tiradas com o telemóvel, do blog, fotos que eu, a bem da verdade, nem conheço. Não estão publicadas, aguardam o meu clique, mas estão lá. E eu não percebo como.
Não me agrada.
Não porque acredite que o Facebook seja assim tipo Madre Teresa de Calcutá. Tem as suas coisas e temos mesmo de andar sempre em cima das opções de privacidade, mas não é assim...
Pelo menos que eu me aperceba.
De início, parecia mais simpático do que o Facebook. Partilhamos só com os círculos que queremos, o que é bom, porque às vezes preferíamos não dizer tudo a todos os amigos... Também gostei dos hangouts. Dizemos que estamos ligados e os amigos, se também estiverem, aparecem, para falarmos face to face. Cheguei a experimentar com uma americana, depois de uma luta de muito tempo com o microfone dela, que não funcionava, e foi divertido.
Mas...
Há coisas que não percebo.
Enviei convites para endereços Yahoo que apareceram nas caixas Gmail das pessoas a quem se destinavam. (Às vezes parece que é mesmo verdade que a Google controla TUDO a nosso respeito...)
Tenho pessoas bloqueadas sem que tenha feito nada para isso e não consigo desbloqueá-las. E algumas gostaria mesmo de adicionar.
Fui adicionada por pessoas que não faço a mínima ideia quem são. Bloqueei, ma non tropo. Quer dizer: as pessoas que eu bloqueei podem ver os meus posts se eles forem públicos. No Facebook não é assim: se eu bloqueio uma pessoa, eu não existo no Facebook, para ela, nem ela para mim. Por muito que procure. Nem que tenhamos amigos comuns, nem que comentemos os mesmos posts de amigos comuns. Não vemos nada um do outro.
E ainda por cima há fotos minhas no Google +. E eu juro que não pus lá nada. Só a bota, como fotografia de perfil. Tem montes de fotografias: tiradas com o telemóvel, do blog, fotos que eu, a bem da verdade, nem conheço. Não estão publicadas, aguardam o meu clique, mas estão lá. E eu não percebo como.
Não me agrada.
Não porque acredite que o Facebook seja assim tipo Madre Teresa de Calcutá. Tem as suas coisas e temos mesmo de andar sempre em cima das opções de privacidade, mas não é assim...
Pelo menos que eu me aperceba.
Etiquetas:
facebook,
google +,
privacidade,
redes sociais
a queda de um anjo
Devo ter ficado mais ou menos assim.
Não, não estava nua. E não caíam penas sobre o meu corpo relaxado.
Na verdade, torci um pé, desequilibrei-me e a mochila que trazia às costas (a minha maravilhosa mochila Piquadro, devidamente cheia, com computador e tudo) fez o resto do serviço. Atirou-me ao chão.
E ali fiquei, imóvel, ensanduichada entre o chão e a mochila pesadíssima, meia dentro de casa, meia fora.
Nem sei por que escolhi esta imagem: não teve nada de relaxante, não teve nada de poético. Foi mais... patético.
As meninas já no elevador, a minha housemaid também, carregadíssima com um cesto de roupa. Eu muda, queda.
Entretanto, lá se desenvencilhou do cesto da roupa e veio em meu socorro. Lá me desenvencilhei da mochila (Piquadro, não se esqueçam), sentei-me no chão e ali fiquei um pedaço. (Uns segundos, vá.)
Doía-me tudo: o joelho, a anca, a cabeça, o pescoço. Depois, já se sabe, lá foi passando.
E dormir? E, antes de dormir, ler às meninas, ora virada para um lado, ora virada para o outro, ora a erguer o livro para a outra ver da sua cama?
Isto foi ontem, portanto, como podem imaginar, hoje estou bem pior. Doem-me as costas. Claro. A mochila não é leve, ia bem cheia e o PC é dos que pesam. E caiu por cima de mim.
Doem-me as pernas, muito. Dói-me o tornozelo que virou e provocou a cena toda. Dói-me o braço, que raspou no tapete da entrada, adequadamente áspero para limpar as solas dos sapatos de quem vem da rua.
Diz a voz do povo que amanhã será pior...
terça-feira, 19 de julho de 2011
está mal?
A Universidade Católica quer que os seus alunos e docentes utilizem "formas de vestuário dignas e convenientes, adequadas ao local de trabalho próprio de uma universidade e de uma instituição da Igreja", revela o Conselho de Administração da entidade. Com este intuito, a Católica vai adoptar regras de vestuário.
À primeira vista, não, não é muito democrático. Cada qual deve poder vestir-se de acordo com a disposição com que acorda de manhã.
Mas a verdade é que cada vez mais empresas impõem códigos de vestuário aos seus trabalhadores. Ao entrar, a pessoa recebe uma lista, por escrito, das cores que pode ou deve usar ou evitar, qual o comprimento das saias, a altura dos saltos, para as senhoras. Repartições públicas optam por uniformes: primeiro os CTT, depois a EDP e, mais recentemente, as Unidades de Saúde Familiares, quer dizer: os antigos postos médicos, para o pessoal administrativo.
Estamos a reressar ao "tempo da outra senhora"? Não. Justifica-se.
E justifica-se por uma única razão, muito simples: as pessoas - não todas, claro, mas muitas - não se vestem adequadamente quando vão trabalhar. As mulheres porque usam, por vezes, saias curtas demais, o que, no local de trabalho, a moda não justifica, ou decotes exagerados. Os homens porque "se esquecem" frequentemente do cinto nos jeans, o que a moda justifica menos ainda, e porque, chegado o Verão, vestem-se como se fossem para a praia: calções de banho (sim, porque há calções que não são de praia. Continuariam a não ser aceitáveis no local de trabalho, mas é diferente) e chinelos.
O mesmo, ou mais, passa-se nas escolas, com os alunos. Não que todos os professores sejam exemplo na hora de vestir - há de tudo em todos os sítios, claro, mas os alunos... Os rapazes lá da escola compram calças dois tamanhos acima e não usam cinto. Os dois tamanhos acima não são para durarem mais tempo: se fossem do tamanho que deviam ser não desciam tanto. Resultado: vê-se-lhes as cuecas, ou os boxers, ou vouqueseres, como escrevia uma aluna, queixando-se, por bilhetinho, a um colega, que respondeu que era a moda e perguntou se ela não gostava. A mim, com franqueza, mete-me nojo.
Nunca entrei na Católica, mas posso imaginar que por lá professores e alunos se vistam como em todos os outros sítios. E isso significa que se vestem mal, passe a generalização. O que é para mim vestir mal? Uma professora, ou profissional de qualquer outro sector, mas algumas profissões exigem especial cuidado em certas coisas, usar uns jeans e uma t-shirt que deixa ver o umbigo. Usar sempre fato de treino (excepção para os professores de Educação Física). Coisas assim.
E são coisas assim que a Católica quer deixar de ver. Saúdo. Vai dar barulho, mas têm toda a razão. E nem precisavam de apelar ao carácter religioso da instituição. É puro bom senso.
in notícias.portugalmail.pt
Mas a verdade é que cada vez mais empresas impõem códigos de vestuário aos seus trabalhadores. Ao entrar, a pessoa recebe uma lista, por escrito, das cores que pode ou deve usar ou evitar, qual o comprimento das saias, a altura dos saltos, para as senhoras. Repartições públicas optam por uniformes: primeiro os CTT, depois a EDP e, mais recentemente, as Unidades de Saúde Familiares, quer dizer: os antigos postos médicos, para o pessoal administrativo.
Estamos a reressar ao "tempo da outra senhora"? Não. Justifica-se.
E justifica-se por uma única razão, muito simples: as pessoas - não todas, claro, mas muitas - não se vestem adequadamente quando vão trabalhar. As mulheres porque usam, por vezes, saias curtas demais, o que, no local de trabalho, a moda não justifica, ou decotes exagerados. Os homens porque "se esquecem" frequentemente do cinto nos jeans, o que a moda justifica menos ainda, e porque, chegado o Verão, vestem-se como se fossem para a praia: calções de banho (sim, porque há calções que não são de praia. Continuariam a não ser aceitáveis no local de trabalho, mas é diferente) e chinelos.
O mesmo, ou mais, passa-se nas escolas, com os alunos. Não que todos os professores sejam exemplo na hora de vestir - há de tudo em todos os sítios, claro, mas os alunos... Os rapazes lá da escola compram calças dois tamanhos acima e não usam cinto. Os dois tamanhos acima não são para durarem mais tempo: se fossem do tamanho que deviam ser não desciam tanto. Resultado: vê-se-lhes as cuecas, ou os boxers, ou vouqueseres, como escrevia uma aluna, queixando-se, por bilhetinho, a um colega, que respondeu que era a moda e perguntou se ela não gostava. A mim, com franqueza, mete-me nojo.
Nunca entrei na Católica, mas posso imaginar que por lá professores e alunos se vistam como em todos os outros sítios. E isso significa que se vestem mal, passe a generalização. O que é para mim vestir mal? Uma professora, ou profissional de qualquer outro sector, mas algumas profissões exigem especial cuidado em certas coisas, usar uns jeans e uma t-shirt que deixa ver o umbigo. Usar sempre fato de treino (excepção para os professores de Educação Física). Coisas assim.
E são coisas assim que a Católica quer deixar de ver. Saúdo. Vai dar barulho, mas têm toda a razão. E nem precisavam de apelar ao carácter religioso da instituição. É puro bom senso.
Etiquetas:
boas maneiras,
Católica,
costumes,
moda,
vestuário
sábado, 9 de julho de 2011
o vício...
É verdade: estou viciada nisto da net. Já tinha escrito isto, há dois anos, quando abri a minha conta no Facebook. Desde então, só tem piorado.
Não gostei do Google Buzz, porque todos sabemos que a nossa lista de contactos não é propriamente uma lista de amigos. Não vamos exactamente despir-nos na frente de uma pessoa que nunca vimos na vida, só porque uma vez lhe enviamos um mail com uma inscrição em qualquer coisa. Não cabe na cabeça de ninguém.
Mas não resisti ao Facebook, já nem me lembro porquê. Mas fui cuidadosa e jurei a mim própria que não adicionaria como amigo ninguém que não conhecesse perfeitamente. Não cumpri a promessa. Depois veio o Kindle, a mother page, que aumentou o vício... e de que maneira. Depois os grupos... Já não chegava o iPod. Tinha de estar sempre a ver o que se passava. Claro que certas pessoas que adicionamos no Facebook estão lá porque não poderiam não estar. Mas...
Aqui, parece-me, está a vantagem do Google +.
Como podemos criar círculos de amigos e partilhar só com um, dois, todos os círculos, como quisermos, parece-me que pode ter algumas vantagens em relação ao FB, não sei.
Criei um círculo com alunos. Não convidei nenhum, mas estão num círculo... para o que der e vier. Nunca adicionaria um aluno como amigo no Facebook, e eles sabem disso, embora continuem a enviar convites. Mas não posso. Em primeiro lugar, por causa daquela história do trabalho e do cognac. Depois, porque os meus alunos - e a maior parte dos alunos da minha escola - não têm idade para terem conta no Facebook.
O problema de tudo isto é o que perco de sono. Não, por favor, não olhem para o relógio. É que isto tudo é: a conta de email (ou não sei quantas, mas todas a cair na mesma, ou seria o caos), o iGoogle, o blog, o outro blog, o Facebook, a página no Facebook... ah, e o Twitter, mas a esse já nem ligo quase nada.
O vício, é o vício...
quinta-feira, 7 de julho de 2011
estou de férias?
Os professores não fazem nada.
Ok. Então o que estou eu a fazer ao computador a estas horas? Farmville? Não, meus senhores. Actas. Acabo de fazer duas actas. Fresquinhas... Quer dizer, tão quentinhas como as minhas pernas, de ter o laptop aqui pousado há sei lá quanto tempo. Se fossem pão, com manteiga ficavam uma delícia.
Sinto-me exactamente como a senhora na imagem: afogada em papel.
Aliás, é assim que me sinto quase sempre, falando da minha profissão.
Excepto quando estou em aula. (E, acreditem, passo muito mais tempo em trabalho de bastidores, afogada em papelada, do que com os meus alunos. E não, não estou a falar só dos testes que corrijo.)
terça-feira, 5 de julho de 2011
a arte de gastar dinheiro
O nosso novo Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, diz-se grande admirador, discípulo mesmo, de Milton Friedman (1912-2006), economista, estadista, académico norte-americano, a quem foi atribuído, em 1976, o Prémio Nobel da Economia. O The Economist descreve-o como "o mais influente economista da segunda metade do séc. XX... talvez de todo o séc. XX."
Segundo Friedman, há quatro maneiras de gastar dinheiro. Passo a explicar.
1. Eu gasto o meu dinheiro comigo.
Quando eu gasto dinheiro meu com coisas que compro para mim, eu quero o melhor de dois mundos: gastar o mínimo possível (sim, porque o dinheiro é meu...) e obter o máximo de qualidade possível (sim, é para mim, é com o meu dinheiro... tem de ser bom.)
2. Eu gasto o meu dinheiro com os outros.
Se assim é, eu continuo a querer gastar pouco, mas já não estou tão preocupada com a qualidade do que vou adquirir (não é para mim...). Estou mais preocupada com o valor em questão, não com a qualidade/utilidade/necessidade do que vou adquirir.
3. Eu gasto o dinheiro dos outros comigo.
Ora bem... Se eu vou sair em trabalho e o patrão paga o almoço, eu quero comer bem, beber melhor, e não me interessa o valor da factura... o patrão paga...
4. Eu gasto o dinheiro dos outros com os outros.
Se o dinheiro não é meu e se o que vou comprar não é para mim, o que me preocupa? Nada. Quero lá saber se gasto muito ou se gasto pouco. O dinheiro não é meu (não me doeu ganhá-lo, se acabar o problema também não é meu) e vou gastá-lo em coisas que nem vou ver. Vou gastar bem? Vou gastar mal? É mesmo preciso? Há alternativas melhores, mais em conta, uma melhor relação qualidade/preço? Desculpem lá, analisar tudo isso daria muito trabalho. Não me apetece. Não me interessa.
A hipótese 4 é aquela que descreve o Estado a gastar o dinheiro dos contribuintes.
O dinheiro não é dos ministros, deputados, directores-gerais, presidentes de câmaras, juntas, etc. Mas são eles que definem em que vai ser gasto - e não é, por regra, em coisas de que eles vão usufuir.
Portanto, o que interessa se é bem ou mal gasto? O dinheiro nem sequer é deles...
O pior é que o saco tem fundo. Está cheio de dinheiro que não lhes pertence, mas acaba. Não faz mal. Aumenta-se os impostos. Ou, no caso, inventa-se um novo imposto.
A primeira coisa que o nosso Ministro das Finanças, admirador de Milton Friedman, fez foi... inventar um imposto.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
independence day
"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness."
Hoje, que se celebra o aniversário da Independência dos Estados Unidos da América, é um bom dia para todos os europeus fazerem contas a quanta liberdade devem aos soldados americanos, que deram a vida pela libertação deste nosso velho continente do jugo do nazismo. E do comunismo. E, já agora, aos seus Presidentes, que se deram ao trabalho de se preocuparem com os nossos problemas, que não eram deles.
Talvez pensar nas palavras dos polacos: "A nossa relação com a União Europeia é muito importante. A nossa relação com os Estados Unidos é sagrada."
domingo, 3 de julho de 2011
já está
Pois. É que, tomada a decisão de pôr a rapariga na escola pública e não no colégio, era preciso convencê-la que é melhor.
Não, não me preocupei em convencê-la a ir para uma escola e não outra. Os seus cinco anos ainda não lhe permitem emitir opinião sobre matérias desta natureza. Mas já estava de cabeça feita... e era preciso fazer reset ao sistema.
Comecei por uma abordagem "soft"... na minha humilde opinião...
"Nem imaginas o que aconteceu! Eu consegui que tu entrasses na melhor escola da cidade!"
"Mas eu vou para o colégio."
OK. Na próxima será melhor.
Passados uns dias, tratei de lhe explicar exactamente o que significa a palavra "trambiqueira". Vinha a propósito, algumas leitoras me compreenderão.
Tratei de lhe mostrar as vantagens: pode vestir a roupa que quiser, pode pôr os laços que quiser no cabelo, as bandoletes, fitas, totós - o que estaria muito condicionado pelo uniforme.
Pode escolher os lápis, os cadernos, comprar os livros com antecedência (esta é a melhor parte de ir para a escola, não é?), enquanto, no colégio, entra de mochila e porta-lápis vazios e vem de lá com eles cheios... (que corta ganzas!)
Consegui.
Já fala na "escola".
Não, não me preocupei em convencê-la a ir para uma escola e não outra. Os seus cinco anos ainda não lhe permitem emitir opinião sobre matérias desta natureza. Mas já estava de cabeça feita... e era preciso fazer reset ao sistema.
Comecei por uma abordagem "soft"... na minha humilde opinião...
"Nem imaginas o que aconteceu! Eu consegui que tu entrasses na melhor escola da cidade!"
"Mas eu vou para o colégio."
OK. Na próxima será melhor.
Passados uns dias, tratei de lhe explicar exactamente o que significa a palavra "trambiqueira". Vinha a propósito, algumas leitoras me compreenderão.
Tratei de lhe mostrar as vantagens: pode vestir a roupa que quiser, pode pôr os laços que quiser no cabelo, as bandoletes, fitas, totós - o que estaria muito condicionado pelo uniforme.
Pode escolher os lápis, os cadernos, comprar os livros com antecedência (esta é a melhor parte de ir para a escola, não é?), enquanto, no colégio, entra de mochila e porta-lápis vazios e vem de lá com eles cheios... (que corta ganzas!)
Consegui.
Já fala na "escola".
incentivo à leitura
O Miguel Esteves Cardoso escreveu, há muitos anos, que, se o Estado, o governo, qualquer que ele fosse, estivesse de facto preocupado com os hábitos de leitura dos portugueses, ou melhor: com a falta deles, devia, nada mais nada menos do que... pôr o povo a tomar laxantes. Sim. Laxantes.
(O meu marido adora e passa a vida a citar.)
A explicação é simples: visto que a maior parte das pessoas só lê na casinha, sentado no trono, quanto mais tempo lá passar... mais lê. Elementar, meu caro Watson.
O que hoje descobri foi que o MEC não é o único que pensa assim, a não ser que já tenha, com esta teoria, conseguido inspirar designers.
Ora olhem... é mesmo à medida, não acham?!
(O meu marido adora e passa a vida a citar.)
A explicação é simples: visto que a maior parte das pessoas só lê na casinha, sentado no trono, quanto mais tempo lá passar... mais lê. Elementar, meu caro Watson.
O que hoje descobri foi que o MEC não é o único que pensa assim, a não ser que já tenha, com esta teoria, conseguido inspirar designers.
Ora olhem... é mesmo à medida, não acham?!
Subscrever:
Mensagens (Atom)








