Woman reading

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Alexander Deineka

segunda-feira, 30 de maio de 2011

author unknown - to me at least...

In a past life I was a great lover. I left not a heart unbroken in all of Spain or France, or Italy. But Greece, ahh, my apologies to the ladies of Greece. A man does not stay eighteen forever.


Li isto há muitos anos, muitos, numa Vogue que a minha irmã tinha comprado. Claro. Eu nunca comprei uma Vogue, excepto a edição de lançamento em Portugal, e isto porque oferecia um baton fantástico da Estée Lauder. Comprámos três: uma para mim, uma para a minha mãe e uma para a minha irmã. Mas aquela, a da frase que não me saiu da memória, mesmo tendo já passado tantos anos, estava numa publicidade, devia ser, às ilhas gregas, naturalmente.
Hoje lembrei-me, mais uma vez, e, esperançosa que a minha irmã, que guarda tudo, ainda se lembrasse de onde tem a revista, falei. Disse-me que fosse ao Google. Fui. E encontrei à primeira. Ainda dizem mal da globalização. Eu adoro.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

sorry. I need to get this out.

I emailed the link to the newspaper piece about my project to the teacher I did all the training with. We keep a close relationship: we often email each other and she supplies me with books and boxes of short stories for me to sell when I deliver a lecture. As a matter of fact, she got me started in this lecturing thing: she was asked to go to a school to talk to teachers on implementing reading activities and she didn't want to go, so she suggested I went - and I did.
I called her the other day and told her about the last school I went to. I wasn't nearly as excited as the previous time, because I had sold lots and lots of stuff, which had not happened this time.
Then, we talked about my kids, what they are doing, the news about reading in another school...
And all of a sudden, I am doing everything wrong. She asked lots of things, like when do I train the kids' reading, how come I use lunch breaks to meet with them, how do I choose the stories...
She thinks I should put this in stand-by at least for a year. Do nothing of what I am doing now during the whole of next school year.
Really. Could it be that I am one step further than what she would like me to be?
How can I say to those kids that there will be no more storytelling? They're over the moon with all this. Just this afternoon, one of them told me how she loved reading the story to the preschool kids. They were overwhelmed by the story and they were actually climbing on her, hugging and hugging her.
I am not cutting those kids' legs. Not I.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

podemos dizer o que pensamos? mesmo?

Esta é uma história curiosa: eu comprei o livro muito barato, para o Kindle, e o livro não presta. É aquilo a que as freiras lá do Colégio da minha infância chamariam literatura de cordel. Mas mesmo para a literatura de cordel há limites: trocar o nome de uma personagem é mais do que a minha paciência tem capacidade para aguentar. Não dá: um escritor esquecer-se do nome da personagem? É certo que se trata de uma personagem secundária, que basicamente só aparece duas vezes em todo o livro - que até é pequeno - mas não se lembrar que ele já tem nome???
Um dia, a autora voltou a anunciá-lo e eu comentei que o livro não prestava. Não devia, eu sei. Pelo menos não numa página lida diariamente por centenas de milhar de pessoas. E não fui meiga: "This is trash." Pronto. Era a minha opinião. A autora não tem paciência para críticas menos favoráveis, pelo que removeu o post, enviou-me uma mensagem, pedi desculpas por ter sido tão curta e grossa na praça pública, explicou-me que o livro não era edição de autor, que tinha sido mais que editado e que eu era só a terceira pessoa que dava pela troca do nome do Zequinha, apesar de várias dezenas de livros vendidos e críticas fantásticas. Ficámos amigas, enviou-me por mail o PDF do novo livro, com votos de que me agradasse mais. Mas não. É impossível lê-lo. Muito pior do que o anterior...
Amigas do peito continuámos, embora sem muito contacto ultimamente, porque perdi a paciência: ainda não ouviu falar do Twitter, portanto actualiza o estado no Facebook de 5 em 5 minutos. Vou tomar café. Já tomei café. Adoro o meu filho. Vou dormir a sesta. Não dá.
Passaram-se uns meses e eu voltei, porque entretanto tenho muitos novos conhecimentos que o justificavam, à minha página no Goodreads. Actualizei o perfil e coloquei o meu nome no lugar do Sunshine que lá estava, mudei a foto, para os meus amigos me encontrarem... Tenho as opções de privacidade muito "abertas" no Goodreads. Acho piada. Não tem nada pessoal sobre mim, apenas os livros que li e a minha "classificação". Acho engraçado outras pessoas poderem saber o que eu achei dos livros, mesmo que não me conheçam e eu gosto do que gosto, pronto. Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és.
Ora bem... Eu raramente faço comentários aos livros e também não comentei o tal horroroso da tal escritora de quem, entretanto, era amiga. Apenas lhe dei... 1 estrela (de 5). Tudo bem enquanto me chamei Sunshine. Quando descobriu quem eu era, enviou-me uma mensagem a dizer que com amigas (do Facebook) como eu ninguém precisa de inimigos... Isto deu montes de gargalhadas nos meus grupos, pensei bloqueá-la, mas não foi preciso: ela bloqueou-me. End of story.

o que lemos?

Discute-se fervorosamente, num grupo privado no Facebook, o que se lê.
É raro. Estes grupos tendem a ser muito amigáveis e, como são compostos por pessoas muito diferentes, com gostos literários também diferentes, não costumamos alimentar discussões sobre o que vale ou não a pena ler. Cada qual lê aquilo de que gosta e não é criticado por ninguém. Aliás, há umas semanas eu coloquei neste mesmo grupo um post a dizer que a autora de um livro que detestei estava a anunciá-lo por muito pouco dinheiro - tipo menos de um dólar - na página Amazon Kindle e, de imediato estava uma amiga a agradecer.
Hoje, para variar, discute-se autores e géneros.
Eu sou esquisita, vou avisando. Leio Literatura. Asim, com letra maiúscula. Leio aqueles livros que chegaram ou chegarão às aulas de literatura. Não sou uma intelectual barata, mas sou difícil de satisfazer. Nem leio só os clássicos, longe disso. Li poucos clássicos, para ser verdadeira... Tenho vergonha, a sério.
Diz a Agustina Bessa-Luís que quem não escreve sobre a sua infância não escreve verdade. Achei que fazia sentido, mas depois li Viver para Contá-la, do Gabriel García Márquez, o meu escritor preferido, e percebi que era verdade. Os livros dele estão lá todos. Quer dizer: encontrei, na autobiografia dele, todas as histórias que já tinha lido.
Deixo-me levar por primeiras frases. Adoro primeiras frases.
Muitos anos mais tarde, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde longíqua em que o pai o levou a conhecer o gelo.
It is a truth universally aknowledged that a single man in possession of a good fortune must be in want of a wife.
Faz-me aranhas.
O grande livro não é aquele que conta uma grande história, mas aquele que a conta magistralmente.

a fada desastrada

Tu sabes que as fadas são lindas e prendadas. Mas a Fada desastrada nasceu errada...
Era feia, gorda, desajeitada. O penteado estava sempre desmanchado. Trazia o manto do avesso e tinha um sorriso tão travesso!... Era traquina como qualquer menina e era até capaz de ter traquinices de rapaz. Atirava fisgadas às pessoas despreocupadas, puxava o rabo ao gato... Era um desacato!

Segundo o teste que pode encontrar aqui, eu pertenço à categoria de "Mamã Fada", aquela que conversa com a Mamã Coca-Cola ao telefone com uma mão, enquanto faz o jantar com a outra, no livro "Um Mundo de Mamãs", que é maravilhoso.
Não sei se sou. Tal como Sócrates - não este, aquele... - só sei que nada sei. Tento, como todas nós, fazer o melhor que posso ou sei, mas às vezes (muitas vezes) posso muito pouco, sei ainda menos.

Acho que sou mais como a fadazinha da Renata Gil: desastrada.
É um dos contos mais bonitos que já li. Está bem, eu sei: tenho imensos nesta categoria... Mas a sério: é tão bonito! Todo ele em prosa, todo ele rima.
É o texto do teste que vou dar na quinta-feira aos meus meninos do quinto ano - acabei de o fazer agora, por isso o tenho tão presente. E, como quem se desculpa, não reisto a mais um excerto. Desculpem lá.

Bem, eu estava destinada a ser um modelo de perfeição, mas nunca mais nascia, e quando "cá cheguei" já era quase dia! As fadas estavam ensonadas e as palavras saíram-lhes erradas! Nem me tocaram com a estrela da varinha, como convinha, mas com o lado oposto! A mim, até me dava gosto fazer o que me apetecia... e quando via as outras admiradas... dava gargaladas!

terça-feira, 17 de maio de 2011

a respeito de vir no jornal

Dizia eu, quando enviei a foto da página do jornal, tirada com o meu Android, que era um sonho realizado. A ver se me faço entender: o meu sonho não era vir no jornal. Quem me conhece sabe que não sou dada ao estrelato. Sou mais low profile, fico sempre espantada quando alguém se lembra de mim da Escola, do Colégio...
Não, o meu sonho não era aparecer no jornal, embora, em boa verdade, tenha sido eu a procurar o jornal - e não o contrário.
O meu sonho era, é, mostrar aos outros que a leitura pode ser um prazer. Que ler é o maior prazer que se pode maginar, que é a melhor maneira de se estar sozinho.
Os meus alunos, aqueles que estão agora na Oficina, são a realização deste meu sonho... duas vezes. Primeiro, porque descobriram o prazer de ler, aprenderam a amar a leitura, os contos. E depois porque estão a passar palavra: estão a mostrar aos colegas mais novos que ler é bom, que ler é mágico, como eles próprios dizem.

Contos para Crescer

A pedido / exigência dos meus alunos, que no ano passado descobriram o prazer da leitura e não só não queriam abandonar a actividade em que se haviam envolvido tanto, mas também ambicionavam incutir o bichinho da leitura junto de outras pessoas, criei, criámos, melhor dizendo, uma Oficina de Leitura: "Contos para Crescer". Tem direito a página no Facebook e a blog, no wordpress.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

cheguei ao jornal


Expresso do Ave
O meu sonho realizado, hoje nas bancas.
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