Woman reading

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Alexander Deineka
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

livros e mais livros


Num apartamento onde vivem quatro pessoas (dois adultos e duas crianças), quatro dos quais viciados em livros, sim, quer dizer, todos, por junto, a coisa torna-se complicada.
Mesmo tratando-se de um apartamento grande, mesmo que haja estantes - os tais elementos de decoração mais-belos-do-que-todos-os-outros - na sala, no esctitório, no quarto de brinquedos, mesmo que se amontoem livros nas mesinhas de cabeceira, nas cómodas, na credência da entrada, mesmo assim a coisa é complicada.
(Nota: o segundo vício complicado conta mais de 4000 CDs. Sim, quatro mil.)
O problema, dizia, é complicado. E tende a agravar-se. Sim, e a breve trecho. Eu explico.
As duas crianças ainda não lêem. São viciadas em livros... que nós, os adultos, lhes lemos. Não passam sem uma história, um conto, um livro (ou dois, ou dez) todas as noites antes de adormecer. Pelo menos antes de adormecer. E têm. Esse tempo é delas. Por muito trabalho que tenhamos para fazer, por muito tarde que nos deitemos depois, porque ficaram pontas soltas (contos, testes, normalmente, mas de tudo). À hora de deitar somos delas. E lemos. E conseguimos fazer com que elas gostassem tanto que não passam sem.
Para já, somos nós que lemos, mas em Setembro uma começa a escola, o que quer dizer, espero, que vai ler mais. Vai deixar de precisar do adulto como intermediário. E a outra não vai querer ficar para trás, cheira-me.
A situação não é bem "não cabe nem mais um livro". É mais "não cabe nem mais uma folha de papel..."
Lá em casa, as estantes estão cheias. O que quer dizer: há duas filas de livros em cada prateleira, há livros por cima dos livros. Há livros em cima das estantes. Há lirvos... (Não, não temos livros a calçar mesas, isso não.)
É um problema. Mas é um doce problema.

sábado, 4 de junho de 2011

lar, doce lar...

Uma prima perguntou-me há dias se sabia bem ter quem me fizesse tudo, nem que fosse só por uns dias. A resposta é sim. Sim, sim, sim. Nem podia deixar de ser. Tirar (quase) umas mini-férias de (quase) tudo, incluindo as birras das sopas, dos banhos, do acordar de manhã, é bom. É muito bom.
Mas regressar a casa, oh! regressar a casa é o melhor do mundo. Mesmo quando se vai de férias.
Primeiro: aqui em casa há muito menos televisões - e estão desligadas. A não ser que as piruças estejam a ver desenhos animados... o que é quase sempre. Lá, só na sala, há três televisões. A sério. Uma na parte de sala de estar, uma na sala de jantar e uma a meio - para as meninas, as minhas meninas... E o pior de tudo é que chegam a estar ligadas as três... ao mesmo tempo. (Fora a da cozinha...) E o pior é que a das meninas dá a Pipi das Meias Altas pelo menos uma vez por dia. Descontando a minha implicância, mais que justificada, diga-se de passagem, com aquela pré-adolescente hippie, concordem: a música é de dar nos nervos.
E eu que gosto tanto do silêncio...
E depois, por mais que estejamos à vontade - e estávamos, todos, por mais que tenhamos tudo, e tínhamos, there's no place like home.
Não há nada como estar em casa.