Woman reading
Alexander Deineka
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terça-feira, 29 de maio de 2012
a palavra de ordem
Abuso de poder? Abuso de autoridade? De autoridade, certamente, não... Não a tem. Mas tem poder, isso sim. Quer dizer: não tem poder, mas age como se tivesse e a impressão que todos temos é que o seu poder é real. Era, talvez. É minha convicção que está a perder terreno, a própria o sente, parece-me. Mas a verdade é que de vez em quando corta e prega a seu bel-prazer, sem dizer nada. E que a palavra de ordem é poupar. Calma, nem tanto. Eu passo horas na bricolage, para poupar uma fotocópia, às vezes meia. Mas reduzir quatro páginas A4 a uma página só é mais do que eu tenho paciência para aturar. Não pode ser. Ainda por cima porque foi uma redução completamente arbitrária: nem houve o cuidado de eliminar as margens, enormes, nem de escolher a página com menos texto, ou com menor quantidade de texto importante. Foi a direito. Depois tirou novas fotocópias, foi quanto poupou.
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domingo, 26 de junho de 2011
e eu é que sou maluca?
A coisa piorou.
Dantes, gostavam de ver os filmes da Pipi (a pequena mais fanática do que a grande). Consegui limitar a um filme por dia, uma vez. Continuam a perguntar quando é que a Pipi chega a nossa casa (vinda dos mares do sul de ir visitar o pai, lembram-se?). Ora, os filmes da Pipi estão guardadinhos no armário por cima do frigorífico, há mais de dois anos, e não, não vão sair de lá. Esta parte baralha-me, a sério. A minha filha é inteligente, a sério, perguntar-me quando é que a Pipi chega a nossa casa é uma coisa que não percebo. Então ela não vê?
A coisa piorou, dizia eu. Pois é.
Ontem de tarde, a mais velha era a Pipi - claro - e a mais nova era a Anica. O Tommy, que remédio, era um Nenuco. Não prestava para nada, mas fazer o quê? Não temos aqui o P. Ora o P. é o primo, a quem a I. chama irmão. São da mesma idade, ele um pouco mais velho, mora mesmo em frente e, pior de tudo, tem uma força que não é normal para uma criança de 5 anos. E só tem 3.
Teve piada, tenho de reconhecer, ouvi-las repetir as falas das personagens, mas não teve tanta piada quando a "Anica" atirou não sei o quê pelo ar e deixou a "Pipi" com uma negra. E ponho-me a pensar E se cá estava o "Tommy"? É que de vez em quando está...
Poderá ser uma visão catastrofista, mas não me sai da ideia: à falta de um cavalo que levante no ar, para provar a força que tem, a "Pipi" pode optar, sei lá, por uma das cadeiras delas - há montes e não, não são todas de esponja. E, quando a força da gravidade for mais poderosa, o que não deve ser muito tempo depois, vai cair onde? Na televisão? Numa terrina? Numa cabeça, num pé? Ou podem fazer aquele jogo fantástico de não pôr os pés no chão: passeiam de cadeira em cadeira, por cima da mesa... e então lembrei-me de outra coisa. Se se puserem em cima da mesa conseguem chegar ao candeeiro. E pendurar-se nele. A sério. Podem mesmo.
E depois há todo o resto, que descrevo alguns posta abaixo.
E o único que me percebe é o meu pai.
Então decidi: os DVDs da minha irmã vão hoje de empréstimo para o filho de uma amiga. A hipótese dos mares do sul já não deve pegar. O outro, entretanto, vai evaporar também.
Dantes, gostavam de ver os filmes da Pipi (a pequena mais fanática do que a grande). Consegui limitar a um filme por dia, uma vez. Continuam a perguntar quando é que a Pipi chega a nossa casa (vinda dos mares do sul de ir visitar o pai, lembram-se?). Ora, os filmes da Pipi estão guardadinhos no armário por cima do frigorífico, há mais de dois anos, e não, não vão sair de lá. Esta parte baralha-me, a sério. A minha filha é inteligente, a sério, perguntar-me quando é que a Pipi chega a nossa casa é uma coisa que não percebo. Então ela não vê?
A coisa piorou, dizia eu. Pois é.
Ontem de tarde, a mais velha era a Pipi - claro - e a mais nova era a Anica. O Tommy, que remédio, era um Nenuco. Não prestava para nada, mas fazer o quê? Não temos aqui o P. Ora o P. é o primo, a quem a I. chama irmão. São da mesma idade, ele um pouco mais velho, mora mesmo em frente e, pior de tudo, tem uma força que não é normal para uma criança de 5 anos. E só tem 3.
Teve piada, tenho de reconhecer, ouvi-las repetir as falas das personagens, mas não teve tanta piada quando a "Anica" atirou não sei o quê pelo ar e deixou a "Pipi" com uma negra. E ponho-me a pensar E se cá estava o "Tommy"? É que de vez em quando está...
Poderá ser uma visão catastrofista, mas não me sai da ideia: à falta de um cavalo que levante no ar, para provar a força que tem, a "Pipi" pode optar, sei lá, por uma das cadeiras delas - há montes e não, não são todas de esponja. E, quando a força da gravidade for mais poderosa, o que não deve ser muito tempo depois, vai cair onde? Na televisão? Numa terrina? Numa cabeça, num pé? Ou podem fazer aquele jogo fantástico de não pôr os pés no chão: passeiam de cadeira em cadeira, por cima da mesa... e então lembrei-me de outra coisa. Se se puserem em cima da mesa conseguem chegar ao candeeiro. E pendurar-se nele. A sério. Podem mesmo.
E depois há todo o resto, que descrevo alguns posta abaixo.
E o único que me percebe é o meu pai.
Então decidi: os DVDs da minha irmã vão hoje de empréstimo para o filho de uma amiga. A hipótese dos mares do sul já não deve pegar. O outro, entretanto, vai evaporar também.
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Pipi das Meias Altas
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