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Alexander Deineka
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

mais? ou menos?

Não sei se gosto.
De início, parecia mais simpático do que o Facebook. Partilhamos só com os círculos que queremos, o que é bom, porque às vezes preferíamos não dizer tudo a todos os amigos... Também gostei dos hangouts. Dizemos que estamos ligados e os amigos, se também estiverem, aparecem, para falarmos face to face. Cheguei a experimentar com uma americana, depois de uma luta de muito tempo com o microfone dela, que não funcionava, e foi divertido.
Mas...
Há coisas que não percebo.
Enviei convites para endereços Yahoo que apareceram nas caixas Gmail das pessoas a quem se destinavam. (Às vezes parece que é mesmo verdade que a Google controla TUDO a nosso respeito...)
Tenho pessoas bloqueadas sem que tenha feito nada para isso e não consigo desbloqueá-las. E algumas gostaria mesmo de adicionar.
Fui adicionada por pessoas que não faço a mínima ideia quem são. Bloqueei, ma non tropo. Quer dizer: as pessoas que eu bloqueei podem ver os meus posts se eles forem públicos. No Facebook não é assim: se eu bloqueio uma pessoa, eu não existo no Facebook, para ela, nem ela para mim. Por muito que procure. Nem que tenhamos amigos comuns, nem que comentemos os mesmos posts de amigos comuns. Não vemos nada um do outro.
E ainda por cima há fotos minhas no Google +. E eu juro que não pus lá nada. Só a bota, como fotografia de perfil. Tem montes de fotografias: tiradas com o telemóvel, do blog, fotos que eu, a bem da verdade, nem conheço. Não estão publicadas, aguardam o meu clique, mas estão lá. E eu não percebo como.
Não me agrada.
Não porque acredite que o Facebook seja assim tipo Madre Teresa de Calcutá. Tem as suas coisas e temos mesmo de andar sempre em cima das opções de privacidade, mas não é assim...
Pelo menos que eu me aperceba.

sábado, 9 de julho de 2011

o vício...


É verdade: estou viciada nisto da net. Já tinha escrito isto, há dois anos, quando abri a minha conta no Facebook. Desde então, só tem piorado.
Não gostei do Google Buzz, porque todos sabemos que a nossa lista de contactos não é propriamente uma lista de amigos. Não vamos exactamente despir-nos na frente de uma pessoa que nunca vimos na vida, só porque uma vez lhe enviamos um mail com uma inscrição em qualquer coisa. Não cabe na cabeça de ninguém.
Mas não resisti ao Facebook, já nem me lembro porquê. Mas fui cuidadosa e jurei a mim própria que não adicionaria como amigo ninguém que não conhecesse perfeitamente. Não cumpri a promessa. Depois veio o Kindle, a mother page, que aumentou o vício... e de que maneira. Depois os grupos... Já não chegava o iPod. Tinha de estar sempre a ver o que se passava. Claro que certas pessoas que adicionamos no Facebook estão lá porque não poderiam não estar. Mas...
Aqui, parece-me, está a vantagem do Google +.
Como podemos criar círculos de amigos e partilhar só com um, dois, todos os círculos, como quisermos, parece-me que pode ter algumas vantagens em relação ao FB, não sei.
Criei um círculo com alunos. Não convidei nenhum, mas estão num círculo... para o que der e vier. Nunca adicionaria um aluno como amigo no Facebook, e eles sabem disso, embora continuem a enviar convites. Mas não posso. Em primeiro lugar, por causa daquela história do trabalho e do cognac. Depois, porque os meus alunos - e a maior parte dos alunos da minha escola - não têm idade para terem conta no Facebook.
O problema de tudo isto é o que perco de sono. Não, por favor, não olhem para o relógio. É que isto tudo é: a conta de email (ou não sei quantas, mas todas a cair na mesma, ou seria o caos), o iGoogle, o blog, o outro blog, o Facebook, a página no Facebook... ah, e o Twitter, mas a esse já nem ligo quase nada.
O vício, é o vício...