Pois. É que, tomada a decisão de pôr a rapariga na escola pública e não no colégio, era preciso convencê-la que é melhor.
Não, não me preocupei em convencê-la a ir para uma escola e não outra. Os seus cinco anos ainda não lhe permitem emitir opinião sobre matérias desta natureza. Mas já estava de cabeça feita... e era preciso fazer reset ao sistema.
Comecei por uma abordagem "soft"... na minha humilde opinião...
"Nem imaginas o que aconteceu! Eu consegui que tu entrasses na melhor escola da cidade!"
"Mas eu vou para o colégio."
OK. Na próxima será melhor.
Passados uns dias, tratei de lhe explicar exactamente o que significa a palavra "trambiqueira". Vinha a propósito, algumas leitoras me compreenderão.
Tratei de lhe mostrar as vantagens: pode vestir a roupa que quiser, pode pôr os laços que quiser no cabelo, as bandoletes, fitas, totós - o que estaria muito condicionado pelo uniforme.
Pode escolher os lápis, os cadernos, comprar os livros com antecedência (esta é a melhor parte de ir para a escola, não é?), enquanto, no colégio, entra de mochila e porta-lápis vazios e vem de lá com eles cheios... (que corta ganzas!)
Consegui.
Já fala na "escola".
Que a "piquena" tenha entendido a definição e vida se fora se mantenha longe delas. So far, so god...
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