Woman reading

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Alexander Deineka

sábado, 11 de abril de 2009

quem atira a primeira pedra?

Na estrada para casa dos meus pais, onde passo pelo menos duas vezes por dia, houve, há tempos, um acidente em que morreu um rapaz, que seguia de moto, creio. Perco a noção do tempo, por isso é-me difícil dizer quando foi, mas passaram-se seguramente dois anos. Um rapaz de vinte e poucos anos morreu ali. Ao princípio, começaram por lá pôr umas flores, tímidas, uma vela. Depois, uma jarra para as flores, mais velas. Uma cruz improvisada. Velas diferentes, daquelas que não se apagam com o vento nem com a chuva, conforme acontecia às vezes com as outras. Flores arranjadas, em coroa. Entretanto, um grande crucifixo, dos a sério, para durar. E, a “assear” tudo aquilo, vejo de vez em quando um senhor, todo de preto, da cabeça aos pés. O pai, talvez.

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