Woman reading

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Alexander Deineka

sábado, 4 de abril de 2009

o que ando a ler

Vi pessoas muito próximas, amigos muito queridos, passarem por situações de sofrimento extremo. Pessoas boas a quem estavam a acontecer coisas muito más, parecia que em cadeia. Então descobri um livro que, diziam, ajudava a "fazer o luto". O título parecia adequado: Quando Acontecem Coisas Más a Pessoas Boas. Escrito por um rabino americano, Harold S. Kushner.

Custou, mas lá encontrei e, devo confessar, devorei. Gostei tanto que comprei uns tantos, que vou distribuindo, mas sobretudo não páro de falar do que ele diz. Depois descobri outros títulos do mesmo autor, todos na prateleira da "auto-ajuda", mas que não me saíram bem isso, ou melhor: não só.

(Devo confessar que sempre senti uma grande admiração pela religião judaica e, mais ainda, por um povo que conseguiu criar uma identidade nacional partindo do mais absoluto nada, um país próspero numa região do mundo onde nada prospera.)

A minha relação com a religião é problemática. Tentaram ensinar-me a ser cristã, católica, mas tenho muitos problemas com a parte de ser cristã e muitos mais ainda com a parte de ser católica. Esta é uma religião dogmática, muito, e eu não consigo acreditar em nenhum dos seus dogmas, para começar. A coisa piora quando começo a pensar na Igreja Católica como instituição, por me parecer o expoente máximo do vício, da mentira e da corrupção. (Leiam, a propósito, Memórias de Um Anão Gnóstico, de David Madsen.)

O que este senhor Kushner me tem trazido é uma leitura da Bíblia que eu não conhecia e até de uma Bíblia que eu não conhecia. Claro: ele fala do Antigo Testamento, texto mais ou menos proibido aos cristãos, que, de resto, pelo menos no caso dos católicos, pouca Bíblia lêem. E nenhuma discutem.

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